quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Trabalhadores e Trabalhadoras - EJA Úrsula Kroeger - Relatos

Os educandos e educandas da turma da EJA da EBM Úrsula Kroeger, dentro das atividades propostas no Eixo Temático O MUNDO DO TRABALHO, construíram relatos sobre suas atividades profissionais com a ajuda da professora Edna. São história de vida cheias de coragem, determinação, força e persistência. Leia e emocione-se!
Meu nome é João Donizete Dal Prá. Desde os 14 anos de idade trabalho em marcenaria. Comecei como ajudante e depois de algum tempo me tornei marceneiro.
Gosto muito da minha profissão, de acordar de manhã para ir trabalhar. Lá eu faço todos os tipos de móveis, guarda-roupas, cozinhas, balcão para banheiro, cadeiras, etc...
Gosto dos meus colegas de trabalho e do lugar que eu trabalho porque lá eu ganho meu salário, eu e meus patrões nos entendemos muito bem, assim fica muito melhor de trabalhar. Hoje trabalho na marcenaria Móveis Vanelli há nove anos.
Alguns anos atrás eu tive um acidente de trabalho cortei meu dedo da mão esquerda.

Meu nome é Rute. Moro na rua Santo Antônio no Bairro João Paulo II. Sou costureira e meu local de trabalho fica a dez minuto da minha casa.
Na facção Nilmar, trabalho na máquina de cobertura fazendo bainha de manga, depois a roupa vai para a máquina overloque para fechar o ombro, pregar a manga e fechar a lateral, só depois ela volta para a máquina de cobertura para fazer a bainha de barra e assim terminar a peça.Gosto muito do que eu faço. Gosto do local do meu trabalho, me dou bem com os meus patrões que são pessoas muito boas e com as minhas companheiras de trabalho que são muito unidas, sempre uma ajudando a outra para a produção sair no final do dia.
Meu nome é Altair dos Santos. Comecei a trabalhar na metalúrgica Bellota no ano 2003. Em 2005 me encostei por causa do serviço repetitivo, que prejudicou a minha coluna e meus nervos. Eu trabalhava na linha de produção. Fazíamos enxadas, machados, enxadões, martelos, picaretas, cavadeiras, rastelos, foices, pás, enxós, fachos, garfos, goles e mareadas.

Meu nome é Adenir. Comecei a trabalhar na construção civil como carpinteiro na cidade de Blumenau. Construímos casas, prédios, galpões e também reformarmos casas.
Trabalhamos com madeira, que são tábuas de pinus para fazer as caixas que são as formas das colunas para colocar concreto e as colunas são para sustentação principal de uma construção junto com as vigas, que distribuem a resistência de uma coluna para a outra também as vigas dão sustentação da laje é uma placa de concreto armado que constitui piso ou teto.na construção usemos serrote, esquadro,linha,lápis,martelo,serra circular,serra manual, furadeira elétrica, EPI obrigatório botina, capacete, óculos,protetor auricular, luva, sinto de segurança.

Meu nome é Adalori. Moro na rua Santa Maria n 285, Bairro João Paulo II. Meu primeiro emprego foi como babá. Eu cuidava de um menino muito lindo, o nome dele é Tiago e eu tinha 14 anos na época. Depois trabalhei como empregada doméstica alguns meses. Eu gostava de trabalhar na casa daquela família porque eu aprendi muita coisa trabalhando lá. Mais tarde, já com 17 anos, comecei a trabalhar em uma indústria. Lá eu era auxiliar de talhação. Trabalhei alguns meses neste serviço, depois fui trabalhar em um super mercado onde trabalhei 6 anos como serviços gerais. Agora não estou mais trabalhando com carteira assinada, tenho problemas de saúde e recebo auxílio doença do INSS, mas mesmo assim faço meu serviço de casa, tenho uma filha de 12 anos e sou casada há 16 anos. Esta é um pouco da minha história de trabalho dos 14 anos até agora. Quando eu era criança, morava no sítio e aprendi a trabalhar desde muito pequena. Comecei ajudando minha mãe em casa, depois fui crescendo e cada vez fui fazendo trabalhos mais pesados. Ajudava a plantar fumo, milho, mandioca, batata-doce, cana de açúcar e depois, na época da colheita, eu tinha que ajudar a colher tudo que plantamos. Também ajudava a tirar leite, a tratar as galinhas, os porcos, os cavalos e todos os outros bichos que tínhamos no sítio. Agora estou estudando na EJA para quando eu melhorar do meu problema de saúde poder trabalhar e continuar a estudar.

Meu nome é Vidomar Batista. Comecei a trabalhar em Florianópolis faz trinta anos. Lá trabalhei três anos, depois me mudei para Indaial. Aqui iniciei o trabalho de carpinteiro e pedreiro. Foi difícil no começo da profissão. Faço todo tipo de construção: fundamento, coluna, cobertura, alvenaria e vigamento.

Meu
nome é Maycon. Sou auxiliar de serviços gerais. Trabalho na Uniasselvi ajudando no transporte de caixas, livros, documentos em geral e auxiliando encanador e eletricista. Meu trabalho começa às 13h30 e termina às 17h30. Vou de bicicleta da minha casa até o meu local de trabalho. Eu gosto de estar ali.
Meu nome é Valci. Sou auxiliar de serviços gerais. Tenho 29 anos e trabalho no corte de palmito há um ano. Tínhamos que trabalhar das 4h da manhã às 16h30h, cortando palmito de onze à doze horas por dia. Foi assim que meus problemas apareceram. Inicialmente no dedo, depois ombros e joelhos. Atualmente tenho que fazer uma cirurgia na mão direita, no dedo, por ter causado uma lesão no tendão. Também sinto dores nos joelhos, por ficar horas em pé e nos ombros, pelos movimentos repetitivos. Hoje, vejo que não deveria ter me dedicado, além das minhas forças, ao serviço. Estou com problemas e meu patrão não se importa com isso. Vejo que devemos trabalhar somente o que o corpo agüenta. Que isso sirva de exemplo a todos.

Meu nome é Gilson Cardozo. Sou eletricista e encanador. Minha rotina de trabalho começa às 7h até às 18h. É um trabalho onde sempre conheço pessoas novas, ao ar livre e fazendo atividades diferentes. É uma atividade boa mas tem seus riscos. Com a energia elétrica, qualquer descuido é fatal, mesmo com os equipamentos de proteção individual. E como encanador é preciso também muito cuidado.

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